Mendonça Filho concede entrevista à TV JC, do Sistema Jornal do Commercio

Os jornalistas Jamildo Melo, titular do Blog do Jamildo, e Igor Maciel, entrevistaram, na tarde desta segunda-feira (10/09), o deputado federal Mendonça Filho, candidato ao Senado pela coligação Pernambuco Vai Mudar, dentro da série de sabatinas promovidas com todos os candidatos pelo Sistema Jornal do Commercio de Comunicação. A conversa iniciou com uma indagação de Igor sobre o embate com a coligação adversária no que se refere às contradições que marcaram as suas alianças.

“Isso faz parte do processo. A minha manifestação não é pessoal, e sim, política. O eleitor pernambucano é muito politizado. Jarbas (MDB) sempre foi o maior inimigo do PT, talvez o maior em Pernambuco. E o senador Humberto Costa (PT) também sempre foi muito duro com Jarbas. É uma posição antagônica. Então, não me cabe explicação. Isso fica com os eleitores. Apenas estou cumprindo o meu papel como homem público”, definiu, acentuando que “estanho seria não confrontar essa situação”. Ainda sobre a total incoerência das alianças adversárias, Mendonça destacou que jamais poderia se omitir diante desse antagonismo colocado perante o julgamento das urnas em outubro. “São posições distantes em 180 graus”, afirmou.

Questionado sobre como ficaria a sua relação com Jarbas Vasconcelos, hoje seu adversário por uma vaga ao Senado, ele respondeu: “Em 2008, eu disputei a Prefeitura do Recife e na campanha dizia que havia sido vice-governador na gestão de Jarbas. E eles entraram na Justiça Eleitoral para impedir que eu mencionasse isso. Então eu não faço a política da conveniência. Nunca busquei o caminho fácil. Ninguém é obrigado a manter uma opinião. Mas se mudar, que se explique. Não me cabe julgar”, declarou.

Indagado por Jamildo sobre quando a campanha assumiria um tom mais propositivo sobre a plataforma de cada candidato, Mendonça opinou que essa discussão também passava pela pauta da mídia e que, de sua parte, está sempre aberto a discutir as grandes questões de interesse de Pernambuco. “Estive no Ministério da Educação e nunca se investiu tanto nessa área aqui no Estado. Foram R$ 3 bilhões investidos só aqui em Pernambuco. Preocupa-me, por exemplo, o estado de conservação da BR-232 e temos de pensar em estendê-la até, pelo menos, Arcoverde. Temos também o problema com o gargalo na saída do Recife, na avenida Abdias de Carvalho até as imediações do Curado, que precisa ser resolvido”, disse.

Nesse momento, Jamildo questionou se Mendonça não se sentia incomodado ou se via certa “ingratidão” por parte do atual governo do Estado, no sentido de também divulgar ações na área de Educação, sem, no entanto, reconhecer as verbas provenientes do Ministério. “Eu nunca fiz esse tipo de política. Isso não cabe mais no século 21. Eu sempre fui plural, no sentido de atender a todos, independentemente de ideologia ou tendência política”, garantiu. “Em Pernambuco, por exemplo, todas as escolas técnicas estaduais (ETE’s) tiveram recursos do MEC. Mais de 90% do programa de cobertura de quadras cobertas também foram bancadas com recursos federais. Afora a expansão das três federais e a criação da quarta, no Agreste”, exemplificou.

Na parte final da sabatina, uma pergunta relativa à conjuntura política nacional, visto que a coligação adversária quis responsabilizar o MEC no recente episódio do incêndio do Museu Nacional, no Rio de Janeiro. “A Justiça Eleitoral já condenou o guia do senador Humberto Costa por uso de fake news neste caso. As universidades federais têm autonomia administrativa e eu, inclusive, garanti 100% das verbas de custeio, o que não vinha ocorrendo. Temos na UFRJ uma das piores gestões, que quer transformar a universidade, um ambiente que deveria ser plural, num gueto de partido político”.

Para concluir, indagado sobre qual seria a sua “primeira batalha” no Senado, Mendonça afirmou que iria trabalhar para garantir os recursos necessários aos grandes investimentos no Estado, como a conclusão do novo campus da Universidade Federal Rural de Pernambuco, no Cabo de Santo Agostinho, cujas obras já têm 60% de conclusão e estão estimadas em cerca de R$ 250 milhões. “Vamos trabalhar também pela melhoria da educação básica, com políticas públicas adequadas, como a Residência Pedagógica, e tirar do papel a Universidade Federal do Agreste, entre várias outras inciativas”, enumerou.

Ao fechar a sua participação, Mendonça acentuou que o quadro nacional era o mais incerto desde a redemocratização do País, lamentando, inclusive, o recente atentado sofrido pelo candidato Jair Bolsonaro. “Eu lamentei e já me manifestei publicamente sobre isso. Acho que vivemos um clima de intolerância e violência no sentido estrito das palavras. Temos de deixar o ódio de lado e partir para o debate político”, opinou.

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